Depois de utilizar um produto, é hora de dar o destino correto às embalagens. Diversas são as cidades que realizam a coleta seletiva dos resíduos sólidos, garantindo a destinação correta dos materiais. E as latas de tintas, também vão para a reciclagem? Foi a partir da preocupação com o correto descarte de embalagens de tintas que a empresa Rhodoss, de Estrela, passou a realizar a devolução desse material à empresa fabricante. A mobilização partiu dos colaboradores, que se mobilizaram e até confeccionaram o equipamento necessário para efetivar a ação.

Logística reversa“Em vez de colocarmos as latas usadas na sucata dos aços carbonos, que é destinada ao ferro velho, decidimos enviar de volta ao fabricante”, relembra o técnico de segurança, Euzébio Schneider (45), hoje gestor de obras rodoviárias trainee.

Foi no ano passado que a iniciativa foi abraçada por toda a empresa, que precisou se adaptar para realizar a devolução das embalagens. Um equipamento foi criado e confeccionado pelos colaboradores para amassar latas de diversos tamanhos. “As embalagens vazias a gente acondiciona em tambores, para evitar a contaminação do solo pelas tintas e, posteriormente, o lençol freático”, explica Schneider. Depois de amassadas, todas as latas são acondicionadas em sacos e, posteriormente, transportadas à empresa de tintas, com sede em Novo Hamburgo.

A iniciativa da Rhodoss cumpre com a determinação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos, no que diz respeito à logística reversa. De acordo com a engenheira Ambiental, Iasmine Augustin (27), a logística é caracterizada por um conjunto de ações e procedimentos que tem como objetivo promover a destinação final ambientalmente adequada de resíduos sólidos. “Trata-se de um instrumento de desenvolvimento econômico e social. Realizamos a devolução do material para o local adequado, em contrapartida evitamos que a tinta presente na embalagem transforme-se em um material poluente, já que a mesma possui substância que podem contaminar o meio ambiente, bem como, que a embalagem seja reciclada”, afirma Iasmine.

Entenda a logística reversa

A Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) foi sancionada no Brasil em agosto de 2010. Além de obrigar o fim progressivo dos lixões em todos os municípios, a nova lei criou a logística reversa.
Trata-se de um processo que pode ser dividido em várias etapas: envolve compra e venda, devolução de mercadoria por motivo de desistência ou de defeito e, finalmente, se preocupa com o destino de um produto ao final de sua vida útil.
Trata-se de materiais que não devem ser descartados em lixo comum, pois grande parte possui na sua composição metais pesados, altamente poluentes, que contaminam o solo e o lençol freático.

São exemplos de materiais:

  • Agrotóxicos e seus resíduos e embalagens;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes;
  • Produtos eletrônicos e seus componentes.